Enfermeiros voluntários reforçam sector em Cambambe

Quarta, 17 Outubro 2018 12:54

Dondo - Vinte e um enfermeiros prestam serviços em regime de voluntariado no hospital municipal de Cambambe, província do Cuanza Norte, para fazer face a actual carência de técnicos na unidade sanitária.

A informação foi prestada hoje, quarta-feira, à Angop, no Dondo, pelo director municipal da saúde, Miguel Coxe Simão, aclarando que os mesmos trabalham sem qualquer compromisso remuneratório com o governo há mais de dois anos.

Disse que esses técnicos resolveram prestar serviços voluntários à instituição para manterem atualizados os conhecimentos adquiridos durante a formação, enquanto aguardam por uma oportunidade de emprego.

Indicou que a rede sanitária do município, composta por 27 unidades, entre as quais um hospital municipal, é assegurada por 197 enfermeiros, número insuficiente para assegurar o normal funcionamento do sector que carece de pelo menos mais 42 técnicos de enfermagem.

Esclareceu que do total de enfermeiros, 12 encontram-se em tempo de reforma por limite de idade e de tempo de serviço, que a acontecer, poderá agravar ainda mais o défice do pessoal.

Salientou que o sector da saúde no município conta com 12 médicos, sendo sete angolanos, três cubanos e dois vietnamitas especializados em medicina interna, ortopedia e anestesia, apontando a necessidade de pelo menos mais seis médicos.

Quinze técnicos de diagnóstico e terapeuta laboram no sector da saúde, denotando uma carência de mais oito profissionais.

Segundo ainda o responsável, nove das 27 unidades sanitárias do município encontram-se inoperantes há algum tempo, por falta de técnicos, nas localidades de Ngolome, Quilómetro 34, Capungo e sede comunal de Massangano, enquanto o de Cazanga encontra- se encerrada por falta de tecto, destruído pela chuva, em 2017.

Estão igualmente encerrados os postos de saúde de Quiringo, na comuna de Dange-ya-Menha, bem como os de Kissuba, Bungo e do Lucapa, na comuna de São Pedro da Quilemba, este último, alvo de acções de vandalismo por desconhecidos, devido ao prolongado período de encerramento.

Precisou que o hospital municipal, deixou igualmente de prestar serviços para beneficiar de trabalhos de reabilitação, desde Junho de 2014, cujas obras encontram-se paralisadas há mais de 18 meses, o que implicou a concentração dos seus serviços, no centro de saúde de referência do Dondo.