Estadistas lançam comissão para sustentabiliadde da bacia do Congo

Segunda, 30 Abril 2018 07:24

Brazzaville (Dos enviados especiais) - Os Chefes de Estado dos países da bacia do Congo assumiram neste domingo, em Brazzaville, o compromisso de operacionalização da sua comissão clima sobre o clima e do respectivo ?Fundo azul?.

O Presidente de Angola, João Lourenço, rubricou o acordo depois do Rei Mohammed VI do Marrocos, ao que se seguiram o anfitrião, Dennis Sassou Nguesso, e do Ruanda, Paul Kagame.
 Na cerimónia foi ainda assinado um protocolo de entendimento entre as comissões clima da bacia do Congo, e da região do Sahiel, que se propõe desenvolver programas conjuntos para a promoção do desenvolvimento sustentável, combate a pobreza e para a conservação ambiental.  
Em Brazzaville foi notória a presença dos estadistas do Gabão, Ali Bongo, Guiné Conacri, Alpha Condé, do Níger, Mahamadou Issoufou, Senegal, Macky Sall, República Centro Africana, Faustin Touadera, e de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho.
O Presidente Joseph Kabila, da República Democrática do Congo (RDC), líder do país que ocupa cerca de 40 por cento do território da Bacia do Congo, faz representar-se no encontro de estadistas por um membro do seu governo.
Nos corredores houve quem ligasse a ausência de Kabila à presença do vizinho do Ruanda e presidente em exercício da União Africana, Paul Kagame, devido a um relacionamento menos bom entre si.
A criação do Fundo Azul é justiçada pela necessidade de redefinir uma economia que respeite o ambiente e inclusiva, associada à exploração sustentável das florestas e das águas das costas marítimas, dos rios e dos seus afluentes da Bacia do Congo, que tem uma extensão de 220 milhões de hectares de floresta e tido como o segundo pulmão ecológico do planeta, depois da Amazónia.
A Comissão Clima da Bacia do Congo é um organismo criado em Novembro de 2016, na cidade marroquina de Marraquexe, com o propósito de promover programas e projectos nos domínios da economia azul, ajudando a combater a pobreza entre as populações ribeirinhas e a atenuar os efeitos das mudanças climáticas, numa lógica de desenvolvimento sustentável.
A economia azul se baseia no aproveitamento dos recursos naturais, sem prejuízos aos ecossistemas, sem impactos nefastos as alterações climáticas.
As nações africanas procuram com tais acções implementar o acordo universal para luta contra as mudanças climáticas e o aquecimento global alcançado por 196 países presentes na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21), na capital da França, Paris, em 12 de Dezembro de 2015.
No pacto de Paris a comunidade internacional se comprometeu a limitar o aumento da temperatura ao tecto máximo de 2ºC em relação aos níveis da era pré-industrial e a "continuar os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC".
O objectivo, segundo a declaração da COP21, implica a redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa, com medidas como a poupança de energia, maiores investimentos em energias renováveis e reflorestamento.